Ama e faz o que quiseres.

O ser humano não é de alguém, como uma posse, tão pouco é correto dizer “Eu conquistei o amor de fulano(a)…”, amor não é para ser conquistado.
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Não sei se é ofensivo a palavra, talvez que seja de desagradável ou de mal tom dizer assim: Eu conquistei o amor de fulano(a).
Eu conquisto um reino, um pedaço de chão, eu trabalho todos os dias e conquisto meu salário…como uma posse, pessoas não são posses, pessoas são vida.
Até porque não se trata de fazer apenas um ato que durará pra sempre, devemos “conquistar” todos os dias a quem amamos, do mesmo modo que estes nos devem “conquistar”, e isso se dá num ato contínuo de entrega, atenção, devotamento, de tempo em prol de, de esforço, de nosso cansaço, de nossa energia para nutrir as relações e o amor se manter sempre vivo e forte, sem isso ele murcha até morrer, secar e ser levado pelo vento.
Por isso acho estranho alguém dizer “perdi o(a) fulano(a)” ou “ele(a) não me ama mais”, não se perde o que nunca se teve, porque amar é um ato de troca, onde dois corações se abrem para serem cultivados, e se um dos corações estiver fechado ou mesmo que parcialmente aberto, não há como o amor crescer lá.
Não estou afirmando aqui a cultura do “somente dar se receber em troca primeiro”, estou dizendo que é necessário para nossa felicidade interior amar, mesmo que o outro não te ame primeiro ou mesmo que depois, somente seremos felizes se cumprirmos a nossa missão que é amar o próximo como a nós mesmos.
O ser humano é um organismo vivo que é para ser nutrido.
Nutrimos amor nas pessoas, nutrimos amor em nossos corações, nutrimos bons sentimentos, nutrimos o afeto na pessoas, nutrimos nossas relações etc.
Como uma planta que devemos cultivar a terra, retirar as ervas daninhas, colocar nutrientes no solo, e água periodicamente, assim é cada ser humano.
Amando acabamos por sermos amados, porque tudo é um ciclo onde cada pequeno ato, gesto, faiscar de pensamento retorna para nós em abundância.
O que nos nutre e dá saúde não é o alimento físico, é o amor…
Um bom exemplo é a refeição preparada e recebida com amor daquela comprada pronta, não possuem o mesmo sabor. O sabor vai além dos condimentos e ingredientes selecionados, vem da energia que dispensamos no preparo, dos bons sentimentos ao realizar a tarefa.
O Ato Cozinhar é uma oração silenciosa que dispendemos pelos dedos para os alimentos.
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Devemos enxergar além do que é meramente palpável, uma coisa não é só uma coisa; uma palavra não é apenas uma palavra; um olhar não é apenas um olhar…
Tudo que somos e fazemos é uma manifestação de obras que promovem vida.
  • Quando eu resolvo ser indiferente;
  • Quando eu brigo com alguém e fico dias, meses, anos ou uma vida inteira se conversar com esta pessoa;
  • Quando eu dou mais importância a trivialidades (trabalho, internet, celular, horas de sono etc) do que nutrir os relacionamentos com a minha presença, minha atenção;
Estou gerando morte ao invés de vida, morte de mim mesmo no coração da outra pessoa, porque estou deixando de regar, cultivar e nutrir a minha presença no coração de quem eu convivo.
 
O ser humano nasceu apenas com uma finalidade que gera e promove tudo que há na terra, que traz prosperidade, enchendo de luz e vida ao mundo: Amar.
O ato de amar, como Deus, porque Deus é amor, é maior que tudo, e nada é capaz de contê-lo porque é vida, é sopro renovador que nos enche e mostra o porque e para quê estamos aqui, nos fortalece e abre nossos olhos ressegnificando tudo que vivemos.
Me despeço usando as palavras de Santo Agostinho: “Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”
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Viviane Cristina Camillo
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O Purgatório na Bíblia

O Purgatório na Bíblia

Muitos me perguntam onde está na Bíblia o Purgatório?

Ele é uma exigência da razão e mesmo da caridade de Deus por nós. A palavra “Purgatório” não existe na Bíblia, foi criada pela Igreja, mas a realidade, o “conceito doutrinário” deste estado de purificação existe amplamente na Sagrada Escritura como vamos ver. A Igreja não tem dúvida desta realidade por isso, desde o primeiro século reza pelo sufrágio das almas do Purgatório.

1 – São Gregório Magno (†604), Papa e doutor da Igreja, explicava o Purgatório a partir de uma palavra de Jesus: “No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31).

Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro” (Dial. 41,3). O pecado contra o Espírito Santo, ou seja a pessoa que recusa de todas as maneiras os caminhos da salvação, não será perdoado nem neste mundo, nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, neste trecho, implicitamente, que há pecados que serão perdoados no mundo futuro, após a morte.

2 – O ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus do Antigo Testamento; cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra-se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. “Então encontraram debaixo da túnica de cada um dos mortos objetos consagrados aos ídolos de Jâmnia, coisas proibidas pela Lei dos judeus. Ficou assim evidente a todos que haviam tombado por aquele motivos… puseram-me em oração, implorando que o pecado cometido encontrasse completo perdão… Depois [Judas] ajuntou, numa coleta individual, cerca de duas mil dracmas de prata, que enviou a Jerusalém para que se oferecesse um sacrifício propiciatório. Com ação tão bela e nobre ele tinha em consideração a ressurreição, porque, se não cresse na ressurreição dos mortos, teria sido coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Além disso, considerava a magnífica recompensa que está reservada àqueles que adormecem com sentimentos de piedade. Santo e pio pensamento! Por isso, mandou oferecer o sacrifício expiatório, para que os mortos fossem absolvidos do pecado” (2Mc 12,39-45).

O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a ação de Judas: “Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado”. (2 Mac 12,44s) .Neste caso, vemos pessoas que morreram na amizade de Deus, mas com uma incoerência, que não foi a negação da fé, já que estavam combatendo no exército do povo de Deus contra os inimigos da fé. Cometeram uma falta que não foi mortal.

Fica claro no texto de Macabeus que os judeus oravam pelos seus mortos e por eles ofereciam sacrifícios, e que os sacerdotes hebreus já naquele tempo aceitavam e ofereciam sacrifícios em expiação dos pecados dos falecidos e que esta prática estava apoiada sobre a crença na ressurreição dos mortos. E como o livro dos Macabeus pertence ao cânon dos livros inspirados, aqui também está uma base bíblica para a crença no Purgatório e para a oração em favor dos mortos.

3 – Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do Purgatório. Em 1Cor 3,10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo (palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E S. Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, o seu autor “receberá uma recompensa”; mas, se não resistir, o seu autor “sofrerá detrimento”, isto é, uma pena; que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador “se salvará, mas como que através do fogo”, isto é, com sofrimentos.

4 – Na passagem de Mc 3,29, também há uma imagem nítida do Purgatório:”Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’. E começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar (…) e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensível será açoitado com poucos golpes.” (Lc 12,45-48). É uma referência clara ao que a Igreja chama de Purgatório. Após a morte, portanto, há um “estado” onde os “pouco fiéis” haverão de ser purificados.

5 – Outra passagem bíblica que dá margem a pensar no Purgatório é a de (Lc 12,58-59): “Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, fazer o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo.”

O Senhor Jesus ensina que devemos sempre entrar “em acordo” com o próximo, pois caso contrário, ao fim da vida seremos entregues ao juiz (Deus), nos colocará na “prisão” (Purgatório); dali não sairemos até termos pago à justiça divina toda nossa dívida, “até o último centavo”. Mas um dia haveremos de sair. A condenação neste caso não é eterna. A mesma parábola está´ em Mt 5, 22-26: “Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo” . A chave deste ensinamento se encontra na conclusão deste discurso de Jesus: “serás lançado na prisão”, e dali não se sai “enquanto não pagar o último centavo”.

6 – A Passagem de São Pedro 1Pe 3,18-19; 4,6, indica-nos também a realidade do Purgatório:”Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados (…) padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos na prisão, aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes (…).” Nesta “prisão” ou “limbo” dos antepassados, onde os espíritos dos antigos estavam presos, e onde Jesus Cristo foi pregar durante o Sábado Santo, a Igreja viu uma figura do Purgatório. O texto indica que Cristo foi pregar “àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes”. Temos, portanto, um “estado” onde as almas dos antepassados aguardavam a salvação. Não é um lugar de tormento eterno, mas também não é um lugar de alegria eterna na presença de Deus, não é o céu. È um “lugar” onde os espíritos aguardavam a salvação e purificação comunicada pelo próprio Cristo.

Prof. Felipe Aquino

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Deus luta por nós

Deus luta por nós
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Nas sagradas escrituras, no antigo testamento, se referiam a Deus como “Senhor dos exércitos”, não é de um exército específico, diz “DOS EXÉRCITOS”, logo de todos os exércitos que possa vir a existir.
 
No seu sentido mais nobre, Exército é um contingente de homens e forças armadas, visando a defesa de seu povo.
 
Deus é nosso Pai e é o Senhor de todos os exércitos, Ele destaca seu contingente(anjos, santos e nós seus filhos(as) que ainda estamos na carne) a favor de seu povo (seus filhos e filhas).
 
O Senhor é pai zeloso nos guarda para tanto não dorme e nem cochila, sempre disposto para nos defender do mau.
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Na insegurança e na fraqueza humana, apequenamos o Senhor que é Deus, e também desconfiamos de nossas próprias forças.
 
Claro que somos pecadores, caímos muitas vezes, nossos juízos são dentro do que conhecemos que comparando com Deus é um juízo bem estreito, apesar disto não podemos nos acovardar usar de desculpa nossa fraqueza humana para tudo.
 
Temos que confiar que Deus é por nós sempre, fora isso, Deus nos dá seu Espírito Santo que nos impulsiona pelos caminhos do Senhor, logo, nem tudo que pensamos ou decidimos é necessariamente um erro.
 
Fazemos parte de um desígnio maior onde somos agentes de Deus na terra, e muito frequentemente onde vê-se uma “atitude equivocada” pode bem ser parte de uma ação coordenada de Deus por meio de nós, visando o bem nosso de da maioria. 
Nosso pai é um bom pai e sendo assim sabe tudo sobre o filhos(as) inclusive cada fraqueza de nossa parte perante os embates que travamos nesta vida, não nos culpa e nem lembra eternamente de nossas faltas, nem julga com severidade.
O Senhor respeita as nossas escolhas e nos corrige quando é necessário através das consequência de nossos atos, do mesmo modo, compreende nossa incapacidade natural e põe no nosso caminho o que for necessário para nos instruir e direcionar de modo a nos proteger e guiar pelo melhor caminho.
São muitas as aflições do justo, mas Deus os livra de todas elas (diz um salmo…).
Ele é nosso socorro, nossa força e arrimo, se cairmos não nos deixará lá no chão, nos reerguerá e dará a vitória.
Na parábola do Rico e do Lázaro (Evangelho de São Lucas capítulo 16 versículos de 19 a 31), a ventura junto ao pai Abraão foi dada ao Lázaro, que suportou nesta vida fome, frio, doenças e indigência perseverante nas promessas do Senhor, enquanto o Rico foi dado os tormentos.
 
Nesta parábola, vemos que Deus zela e vê a todos, ricos e pobres estão sobre sua tutela.
 
No Livro de Eclesiastes constantemente diz: “Tudo nesta vida é vaidade, é vento que passa”.
A união de um coração a Cristo é eterna e é nela que encontra-se a felicidade.
Confiar-se ao Pai, por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo, é o primeiro passo para possuir o que mais tem valor na vida, a paz no coração.
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Imagem Profeta Daniel na cova dos leões.
Não perca a esperança e nem a fé, Deus não se alegra com os nossos sofrimentos, mas nenhum pai dá tudo que o filho pede e sim dá o que necessita, principalmente nosso Pai Celeste que sabe que nossa finalidade não é ficar nesse mundo.
Entregue-se a Deus.
Nosso Pai aproveita das situações difíceis para nos moldar para Ele, Deus é bondade e não criou o mau, mas por hora somos trigo misturado a joios de toda sorte(materiais e espirituais), mas é na perseverança que mostramos o nosso valor.
Acreditar muitas vezes depende não de um sentimento ou vontade e sim de uma decisão.
Deus luta por nós, está ao nosso lado sempre, não fará tudo por nós, temos de cumprir nossa missão para voltarmos para Ele, mas o fato é que lutará ao nosso lado sempre.
 
Viviane Cristina Camillo
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Santa Francisca Romana

Santa Francisca Romana

Mulher forte, como a da Sagrada Escritura, “a mais romana de todas
as Santas” iluminou as almas e socorreu os necessitados num dos
mais conturbados períodos da História da Igreja.

O Divino Salvador instituiu Sua Igreja sobre alicerces bem seguros: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Mas, ao longo da História, as forças infernais não deixaram de investir contra essa rocha inabalável.

Uma dessas investidas teve início com as agitações políticas e sociais que forçaram o Papa Clemente V a transferir, em 1309, a sede do Papado para a cidade francesa de  Sta Francisca_Romana.jpg

Avignon, onde os sucessores de Pedro permaneceram até 1376. Foi um longo período de conturbações que culminaram no Grande Cisma do Ocidente (1378-1417).

A eclosão do Cisma veio agravar ainda mais a situação, a ponto de a Cidade Eterna ficar reduzida a uma situação de miséria, açoitada por guerras, carestia e pestes. Nesse contexto, destacou-se como luminoso anjo da caridade uma jovem dama da alta nobreza: Santa Francisca Romana, a qual, por sua prodigiosa atividade em favor dos pobres e doentes, conquistou o honroso título de Advocata Urbis (Advogada da Cidade).

Piedade precoce

Nascida em 1384, Francisca pertencia a uma rica família de patrícios romanos. Seus pais, Paulo Bussa de Leoni e Jacovella de Broffedeschi, proporcionaram-lhe uma primorosa educação cristã. Desde a mais tenra idade, acompanhava a mãe nas práticas de piedade, como abstinências, orações, leituras espirituais e visitas a igrejas onde pudessem lucrar indulgências.

Frequentava muito a Basílica de Santa Maria Nova, a preferida de sua mãe, confiada aos monges beneditinos de Monte Olivetto. Ali, Francisca começou a receber, ainda criança, direção espiritual de Frei Antonio di Monte Savello, com quem se confessava todas as quartas-feiras.

Aos onze anos, manifestou o desejo de consagrar-se a Deus pelo voto de virgindade. Sua inclinação para a vida monástica se fez notar quando — a conselho do diretor espiritual, para provar a autenticidade de sua vocação — começou a praticar em casa algumas austeridades próprias a certas ordens religiosas femininas. Seu pai, porém, opôs-se a esses infantis projetos, pois ela estava já prometida em casamento a Lourenço Ponziani, jovem de nobre família, bom caráter e grande fortuna.

Esposa exemplar

Francisca foi sempre esposa exemplar. Por desejo do marido, apresentava-se em público com a categoria de dama romana, usando belas jóias e suntuosos trajes. Mas debaixo deles vestia uma tosca túnica de tecido ordinário. Dedicava à oração suas horas livres, e nunca negligenciava as práticas de vida interior. Transformou em oratório um salão do palácio e aí passava longas horas de vigília noturna, acompanhada por Vanozza. Era objeto de mofa das pessoas mundanas, mas sua família a considerava um “anjo da paz”.1

Os desígnios da Providência

Três anos após seu casamento, contraiu uma grave enfermidade que se prolongou por doze meses, deixando temerosos todos os membros da família. Francisca, porém, não temia, pois colocara sua vida nas mãos de Deus, com inteira resignação. Nesse período de prova, por duas vezes apareceu-lhe Santo Aleixo. Na primeira, perguntou-lhe se queria curar-se, e na segunda comunicou-lhe que “Deus queria que permanecesse neste mundo para glorificar seu nome”.2 Colocando então seu manto dourado sobre ela, restituiu-lhe a saúde.

Essa enfermidade, contudo, a fizera meditar profundamente sobre os planos da Providência a seu respeito. E uma vez restabelecida, decidiu, com Vanozza, levar uma vida mais conforme ao Evangelho, renunciando às diversões inúteis e dedicando mais tempo à oração e às obras de caridade.

Proteção do Anjo, ataques do demônio

Foi nessa época que Deus enviou-lhe um Anjo especial para guiá-la na via da purificação. Ela não o via, mas ele estava constantemente a seu lado e se manifestava por meio de sinais claros. Além de amigo e conselheiro, era vigilante admoestador, que a castigava quando ela cometia qualquer pequena falta. Certa vez em que Francisca, por respeito humano, não interrompeu uma conversa superficial e frívola, ele aplicou-lhe na facedetalhe do teto da BasilicaSFrancescaRomana.jpg

um golpe tão forte que deixou sua marca por vários dias e foi ouvido na sala inteira!

O demônio empreendia todo tipo de esforços para perturbar a vida e, sobretudo, impedir a santificação de Francisca. Como a Santa sempre triunfava de suas tentações, ele recorria com frequência a ataques diretos. Assim, em certa ocasião ela e Vanozza retornavam da Basílica de São Pedro e decidiram tomar um atalho, pois já era tarde. Chegando à margem do Tibre, inclinaram-se para tomar um pouco de água. Empurrada por uma força invisível, Francisca caiu no rio. Vanozza lançou-se para salvá-la e foi também arrastada pela correnteza. Sentindo em perigo suas vidas, recorreram a Deus e no mesmo instante se viram de novo na margem, sãs e salvas.

Modelo de mãe e de dona de casa

Quando em 1400 nasceu seu primeiro filho, João Batista, não duvidou em deixar algumas de suas mortificações e exercícios piedosos, para melhor cuidar do menino. Ao carinho materno, unia a firmeza da boa educadora, corrigindo-o em suas infantis manifestações de teimosia, obstinação e cólera, sem nunca ceder às suas lágrimas de impaciência. Foi modelo de mãe igualmente para João Evangelista e Inês, que nasceram alguns anos depois.

Seu Anjo ajudou-a a levar sua vida matrimonial com amor e dedicação, tanto para o esposo quanto para os filhos. Cumpria com perfeição seu ofício de dona de casa, compreendendo que os sacrifícios impostos pelas tarefas cotidianas fazem parte da purificação necessária nesta vida e têm prioridade sobre as mortificações particulares. Desempenhou-se de tal maneira que, em 1401, quando faleceu a esposa do velho Ponziani, seu sogro, este incumbiu-a do governo do palácio. Nessa função, a jovem senhora demonstrou grande capacidade, inteligência e, sobretudo, bondade.

Organizou os trabalhos da numerosa criadagem de modo a todos terem tempo de cumprir seus deveres religiosos. Assistia-os em suas necessidades materiais e os incentivava a levar uma vida verdadeiramente cristã. Quando algum deles adoecia, Francisca se fazia de enfermeira, mãe e irmã. E se a enfermidade acarretava perigo de vida, ela mesma ia buscar a assistência espiritual de um sacerdote, a qualquer hora do dia ou da noite.

Prodígios realizados em vida

Por volta de 1413, a fome se abateu sobre Roma. O sogro de Francisca alarmou-se ao ver que ela conti­nuava muito generosa em procurar o que pudesse ter restado de trigo no meio da palha. À custa de paciente trabalho, conseguiram recolher alguns poucos quilos do desejado grão. Coisa admirável: logo após a saída das duas, Lourenço, seu esposo, entrou no celeiro e lá encontrou 40 sacos contendo, cada um, 100 quilos de trigo dourado e maduro!ajudar os necessitados… distribuindo-lhes parte das provisões que ele reservara para sustento da família, e proibiu-a de fazê-lo. Não podendo mais a caridosa dama dispor daqueles víveres para socorrer os famintos, começou a pedir esmolas para eles. E certo dia, tomada de súbita inspiração, foi com Vanozza a um celeiro vazio do palácio para

Idêntico prodígio se deu na mesma época: querendo levar aos pobres um pouco de vinho, Francisca recolheu a escassa quantidade que restava no fundo de um tonel e no mesmo instante este encheu-se milagrosamente de um excelente vinho.

Esses prodigiosos fatos muito contribuíram para suscitar em Lourenço um temor reverencial e amoroso por sua esposa. Em consequência, ele lhe deu liberdade de dispor de seu tempo para suas obras apostólicas e lhe permitiu trocar seus belos trajes e joias — os quais ela apressou-se a vender para distribuir aos pobres o dinheiro — por roupas simples e pouco vistosas.

Guerras e provações

Muitas provações ainda a aguardavam. A situação política da Península Itálica e a crise decorrente do Grande Cisma do Ocidente acarretaram-lhe muitos sofrimentos. Roma estava dividida em dois grupos que travavam encarniçada guerra: a favor do Papa, os Orsini, de cuja facção Lourenço fazia parte; de outro lado, os Colonna, apoiando Ladislau Durazzo, rei de Nápoles, que invadiu Roma três vezes. Na primeira invasão, LourençoSta_Francisca_Romana_.jpg

 foi gravemente ferido em combate, sendo curado pela fé e dedicação da esposa. Na segunda, em 1410, as tropas saquearam o palácio dos Ponziani, e os bens da família foram confiscados. Pior ainda, Francisca viu seu esposo e seu filho Batista partirem para o exílio.

Em 1413 e 1414, a capital da Cristandade ficou entregue à pilhagem e reduzida à miséria. Um novo flagelo, a peste, veio agravar essa situação. A Santa transformou o palácio em hospital e cuidava pessoalmente das vítimas da terrível doença. Era um anjo da caridade naquela infeliz cidade assolada pelo infortúnio.

Sua própria família não ficou imune a essa tragédia: em 1413 morreu Evangelista, seu filho mais novo, e no ano seguinte a pequena Inês. Por fim, ela também contraiu a doença, mas foi milagrosamente curada por Deus.

Visões e dons sobrenaturais

Ainda em 1413, apareceu-lhe seu filho falecido havia pouco, tendo a seu lado um jovem do mesmo tamanho, parecendo ser da mesma idade, mas muito mais belo.

– És realmente tu, filho do meu coração? — perguntou ela.

Ele respondeu que estava no Céu, junto com aquele esplendoroso Arcanjo que o Senhor lhe enviava para auxiliá-la em sua peregrinação terrestre.

– Dia e noite o verás ao teu lado e ele te assistirá em tudo — acrescentou.

Aquele Espírito celestial irradiava uma tal luz que Francisca podia ler ou trabalhar à noite, sem dificuldade alguma, como se fosse dia. E lhe iluminava o caminho quando precisava sair à noite. Na luz desse Arcanjo, ela podia ver os pensamentos mais íntimos dos corações. Recebeu, ademais, o dom do discernimento dos espíritos e o de conselho, os quais usava para converter os pecadores e reconduzir os desviados ao bom caminho.

Deus a favoreceu com numerosas outras visões. As mais impressionantes foram as do inferno. Viu em pormenores os suplícios pelos quais são punidos os condenados, de acordo com os pecados cometidos. Observou a organização hierárquica dos demônios e as funções de cada um na obra de perdição das almas, uma paródia da hierarquia dos Coros Angélicos. Lúcifer é o rei do orgulho e o chefe de todos. Viu ainda como os atos de virtude praticados pelos bons atormentam essas miseráveis criaturas e prejudicam sua ação na terra.

Vida de apostolado

Tendo falecido o rei Ladislau, restabeleceu-se a paz na Cidade Eterna, seu esposo e seu filho Batista regressaram do exílio, e a família Ponziani recuperou os bens injustamente confiscados.

Por meio de orações e boas palavras, a Santa conseguiu convencer Lourenço a reconciliar-se com seus inimigos e a entregar-se a uma vida de perfeição. E após o casamento do filho, entregou à nora — convertida por ela — o governo do palácio para dedicar-se inteiramente às obras de caridade e de apostolado.

Lourenço deixou-a livre para fundar uma associação de religiosas seculares, com a condição de continuar vivendo no lar e não parar de guiá-lo no caminho da santidade. Orientada por seu diretor espiritual, fundou uma sociedade denominada Oblatas da Santíssima Virgem, segundo o modelo dos beneditinos de Monte Olivetto. Em 15 de agosto de 1425, Francisca e outras nove damas fizeram sua oblação a Deus e a Maria Santíssima, mas sem emitir votos solenes. Vivia cada qual em sua casa, seguindo os conselhos evangélicos, e se reuniam na igreja de Santa Maria Nova para ouvir as palavras de sua fundadora, que para elas era guia e modelo a imitar.

Alguns anos depois, ela recebeu a inspiração de transformar essa sociedade em congregação religiosa. Adquiriu o imóvel de nome Tor de’ Specchi e, em março de 1433, dez Oblatas de Maria foram revestidas do hábito e ali se estabeleceram, em regime de vida comunitária. Em julho desse mesmo ano, o Papa Eugenio IV erigiu a Congregação das Oblatas da Santíssima Virgem, nome mudado posteriormente para Congregação das

 

 

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Oblatas de Santa Francisca Romana. Era uma instituição nova e original para seu tempo: religiosas sem votos, sem clausura, mas de vida austera e dedicadas a um genuíno apostolado social.

Comprometida como estava pelo matrimônio, somente depois da morte do esposo, em 1436, Francisca pôde afinal realizar o maior desejo de sua vida: fazer-se religiosa. Entrou como mera postulante na congregação por ela fundada. Mas foi obrigada — pelo capítulo da comunidade e pelo diretor espiritual — a aceitar os encargos de superiora e fundadora.

Viu o Céu aberto e os Anjos vindos para buscá-la

Viveu no convento apenas três anos. Em 1440, viu-se forçada a retornar ao palácio Ponziani para cuidar de seu filho, gravemente enfermo. Atingida por uma forte pleurisia, ali permaneceu, por não ter mais forças. Soube então que havia chegado seu derradeiro momento. Padeceu terrivelmente durante uma semana, mas pôde dar seus últimos conselhos às suas filhas espirituais e despedir-se delas.

No dia 9 de março, depois de agradecer a seu diretor, o Padre Giovanni, em seu nome e no da comunidade, quis rezar as Vésperas do Ofício da Santíssima Virgem. Com os olhos muito brilhantes, dizia estar vendo o Céu aberto e haverem chegado os Anjos para buscá-la. Com um sorriso iluminando-lhe a face, sua alma deixou esta Terra.

Ao elevá-la às honras dos altares, em maio de 1608, o Papa Paulo V qualificou-a de “a mais romana de todas as Santas”.3 E o Cardeal São Roberto Belarmino, que contribuíra decisivamente, com seu voto, para a canonização, declarou no Consistório: “A proclamação da santidade de Francisca será de admirável proveito para classes muito diferentes de pessoas: as virgens, as mulheres casadas, as viúvas e as religiosas”.4

Quatro séculos depois, o Cardeal Angelo Sodano traçava dela este quadro: “Lendo sua vida, parece que nos deparamos com uma daquelas mulheres fortes, das quais estão repletos os Livros Sagrados e as páginas da História da Igreja. […] Mulher de ação, Francisca hauria, contudo, de uma intensa vida de oração a força necessária para seu apostolado social”.5

Precioso conselho para todos nós: é “de uma intensa vida de oração” que nos vem a força para levar avante nossas obras de apostolado. (Revista Arautos do Evangelho, Março/2009, n. 87, p. 30 à 33)

1 SUÁREZ, OSB, Pe. Luis M. Pérez. Santa Francisca Romana. In: ECHEVERRÍA, L.; LLORCA, B. e BETES, J. (Org.). Año Cristiano. Madrid: BAC, 2003. p. 173.
2 Idem, ibidem.
3 Tor de’Specchi, Monastero delle Oblate di S. Francesca Romana – Venerazione e culto. Disponível em: . Acesso em: 14/01/2009.

4 SUÁREZ, OSB, Op. cit., p. 185.

5 SODANO, Card. Angelo. Homilia por ocasião da festa de Santa Francisca Romana, 05/03/2005. Disponível em: . Acesso em: 14/01/2009.

 

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Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos…

Lc 8,16-18“Ninguém acende uma lâmpada para escondê-la debaixo de uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ela é posta no candelabro, a fim de que os que entram vejam a claridade. Ora, nada há de escondido que não venha a ser descoberto. Nada há de secreto que não venha a ser conhecido e se tornar público. Olhai, portanto, a maneira como ouvis! Pois a quem tem será dado, e a quem não tem, até aquilo que julga ter lhe será tirado.”

Leitura do Livro do Profeta Isaías 55,6-9

Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado;
invocai-o, enquanto ele está perto.
Abandone o ímpio seu caminho,
e o homem injusto, suas maquinaçðes;
volte para o Senhor, que terá piedade dele,
volte para nosso Deus, que é generoso no perdão.
Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos
e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor.
Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos
e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos,
quanto está o céu acima da terra.
Palavra do Senhor.

Todos recebemos o Espírito Santo de Deus, Ele nos ilumina por dentro, mas as preocupações e os cuidados deste mundo se não vigiarmos pode sufocar o espírito em nós.
 
Todos nascemos com todos os dons que necessitamos para viver essa vida. Deus sempre nos dá tudo, porém paramos no medo deste mundo tenebroso.
 
Há muitas trevas e muitas ameaças de todos os lados, seja em nossa vida particular, por meio de tribulações e dificuldades, seja por males que assolam o mundo.
 
Se pensar, verá que tudo que temos vamos perder, tudo…
 
Perderemos nossa juventude, nossa saúde, nossos amigos, nossos familiares, porque tudo se vae, tudo que começa tem seu fim…
 
Somos como um sopro, uma folha ao vento…
 
Mas quando pensamos em Cristo, pensamos no seu amor imenso que morreu por nós, que nos curou, nos possibilitou a salvação eterna, vemos uma luz, uma meta.
 
Mortes e perdas, guerra e rumores de guerra, peste(doenças) e rumores de pestes, catástrofes e eventos clímaticos surgem e desaparencem, mas Deus sempre está vivo e presente na vida de cada um de seus filhos e filhas.
 
Ter fé e esperança exige coragem porque os pensamentos do mundo nos arrastam e por dentro nos devastam, desconstroem verdades que o Senhor desde nossa concepção colocou docemente no nosso coração.
 
Duvidamos, inquietamo-nos, angustiamo-nos, deprimimos, perdemos a fé, a força e o horizonte.
 
Porque:
 
Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos

e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor.” Is 55, 8

 
“O Senhor é convosco”, é uma das coisas ditas pelo arcanjo Gabriel disse a Virgem Maria na anunciação, mas Maria nos representa, representa nossa humanidade, nossa fragilidade, sendo assim está frase é o para mim e para você meu irmão(ã), DEUS É CONOSCO.
 
A vida só tem sentido ser vivida se for para Cristo diz em Felipenses 1 versículo 20, pois maior lucro é estar com Jesus, isso de longe podemos ver, mas se é para vivermos, se é para permanecermos neste mundo de trevas, que seja para anunciar o amor do Senhor aos corações, fazer que outras tantas vidas tomem significado.
 
Viver para mim é Cristo, morrer é Lucro diz Paulo aos Felipenses.
 
De fato só há vida em Jesus, e morte perde seu reinado sobre nós, pois morrer se torna um ganho, e viver um significado maior.
 
Nas maiores tragédias ou dificuldades que enfrentamos, vemos a luz do Senhor permear nas sutilezas e nas ajudas providenciais.
Nos momentos que nada pedimos somos recebidos por graças providenciais, ganhos que nem imaginávamos que precisávamos, o Senhor na sua gentileza nos encaminha.
Nos rogos e súplicas perseverantes, recebemos aquilo que precisamos.
Deus, em seu Filho Jesus, nunca te abandona.
Ás vezes na nossa fraqueza achamos que Deus esqueceu de nós, ou que somos pecadores demais para Ele se lembrar, ou no negativismo pensamos/sentimos que Deus não existe e passamos a não crer, mas tudo isso por dor e desespero.
É preciso aproveitar os tempos de paz e bonança para aprender dia a dia a orar e ter um contato profundo com o seu Pai que está no céu, para que o sinta cada vez mais com você.
Depois de uma vida de oração e fortalecimento pela palavra de Deus, em algum ou vários momentos podem vir os dias sombrios ou as chamadas “Noites traiçoeiras” (vide a música), aí o Espírito Santo virá em nosso socorro nos dando os dons que precisamos para poder passar pela tormenta, será o momento de enxergar a tribulação como oportunidade de crescimento seu e de sua família, se bem aproveitado.
Os pensamentos de Deus não são como os nossos, tão pouco os caminhos Dele, mais com certeza: nos pensamentos do Pai está sempre nos filhos(as). Os pensamentos de Deus estão sempre em você. Se aconchegue a Ele, aninhe-se em seus braços porque em meio a tormenta terá paz.
 
Viviane Cristina Camillo

 

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Não adianta espernear

“Não conseguimos ser discípulos de Jesus. Podemos ter muita vontade, muito amor por Ele, mas para O seguir ficamos no meio do caminho, porque paramos nas nossas vontades. Não podemos ter muitas vontades quando queremos seguir Jesus, porque nós só seguiremos a vontade d’Ele.”

Padre Roger Araújo – Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. 

Fonte: https://homilia.cancaonova.com/

 
Minha mãe me diz algo muito sábio, ela fala “Filha não adianta espernear…”
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(Espernear – verbo
  1. 1transitivo indireto e intransitivo
  2. fig. reclamar, não se sujeitar a algo; tentar reverter (uma situação com a qual não se concorda) )
 
Ela me diz que na vida muitas coisas acontecem, e vão acontecer, sempre conforme Deus quiser, porque ele sempre quer o nosso bem, por isso não adianta espernear.
 
Realmente o Padre tem razão queremos muito seguir Jesus e realmente o amamos, pode não ser o amor que Ele merece, mas o amamos…a questão é que paramos nas nossas vontades.
 
Por exemplo: Você quer ir para o céu certo?
 
Mas, para isso em algum momento você vai precisar morrer na carne, aí te pergunto:
 
Você quer morrer?
 
Calma! Não estou incentivando ninguém a morrer, estou dizendo que esperneamos, ou seja, eu amo Jesus e quero ir para o céu, porém se hoje for ao médico e saber o diagnóstico de uma doença incurável eu vou espernear ou aceitar a vontade de Deus?
 
Não estou dizendo que é fácil e nem estou te julgando, estou dizendo o que se passa no nosso coração, e o que se passa é que sofremos muito.
 
Sofremos pela nossa dificuldade de viver a radicalidade de nossa fé.
 
Sofremos porque não deixamos Deus ser Deus em nossas vidas.
 
Eu quero meu irmão(ã) parar de sofrer, parar de lutar contra o amor de Deus em minha vida e na minha história.
 
Quero que Deus seja o senhor de minha história.
 
Receber os Dons do Espírito e deixá-los livres para produzir seus frutos.
 
 
Por isso a voz de minha mãe ecoa em mim e digo para você:
 
“Meu filho, não adianta espernear, tenha fé.”
 
“Minha filha, não adianta espernear, tenha fé.”
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É preciso simplicidade, é preciso humildade, é preciso o dom do Temor de Deus/Conselho e o da Piedade.

 Significado de Piedade:

Virtude que possibilita oferecer a Deus o culto que Ele  merece.   fonte: https://www.dicio.com.br/piedade/

 
Deus nos ama imensamente, como diz Padre Alessandro Campos: Deus é um pai amoroso e uma terna mãe.
 
Como é difícil meu irmão e irmã caminhar na fé e sentir em nós essa força de amor a comover nosso sentimento, ao ponto de nos permitir deixar guiar por Ele.
 
Por isso, devemos ser homens e mulheres de muita oração, e orar não por obrigação, ou por negociação com Deus(oro pra você mas me faz isso!), mas orar porque precisamos estar com Deus para que cada vez mais nos afinemos com sua vontade e saibamos amá-lo.

 

 

Viviane Cristina Camillo

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Sentir o Espírito Santo?

Pergunta: “É para o Cristão ser capaz de sentir o Espírito Santo?”

Resposta: 
Enquanto certos ministérios do Espírito Santo envolvem um “sentimento”, tal como a convicção de pecado, conforto e receber Seu poder para fazer algo que Deus quer que façamos – as Escrituras não nos ensinam a basear nosso relacionamento com o Espírito Santo em como nos sentimos. Todo Cristão que é nascido de novo tem o Espírito Santo habitando dentro de si. Jesus nos disse que quando o Consolador viesse, Ele estaria conosco e em nós. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (João 14:16-17). Em outras palavras, Jesus está mandando alguém como Ele mesmo para estar conosco e em nós.

Sabemos que o Espírito Santo está conosco porque a Palavra de Deus nos diz assim. Todo crente verdadeiramente nascido de novo é habitado pelo Espírito Santo, mas nem todo crente é “controlado” pelo Espírito santo; há uma diferença distinta entre os dois. Quando andamos na nossa carne, não estamos sob o controle do Espírito Santo, apesar de que ainda somos habitados por Ele. O Apóstolo Paulo comenta sobre essa verdade, e ele usa uma ilustração para nos ajudar a entender. “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18). Muitas pessoas leem esse versículo e o interpretam como se o Apóstolo Paulo estivesse falando contra o vinho. No entanto, o contexto dessa passagem é a caminhada e a luta do crente que está cheio do Espírito Santo. Portanto, nesse versículo, há algo que vai mais além do que uma simples advertência contra beber muito vinho.

Quando pessoas estão bêbadas com muito vinho, elas exibem certas características: elas cambaleiam, o seu falar é arrastado e seu discernimento é prejudicado. O Apóstolo Paulo faz uma comparação aqui. Da mesma forma que há certas características que nos permitem enxergar quando alguém esta sob o controle de muito vinho, também deve haver certas características que nos permitem ver quando alguém está sob o controle do Espírito Santo. Lemos em Gálatas 5:22-24 sobre o “fruto” do Espírito. Esse é o Seu fruto, e é exibido pelo crente que é nascido de novo e que anda sob o controle do Espírito.

O tempo verbal em Efésios 5:18 indica um processo contínuo de estar cheio do Espírito Santo. Já que é uma exortação para estarmos “cheios do Espírito”, isso indica que também é possível que não estejamos “cheios” ou controlados pelo Espírito. O resto do capítulo 5 de Efésios nós dá as características de um Cristão cheio do Espírito Santo: “falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Efésios 5:19-21).

Portanto, o crente que é nascido de novo não deve ser controlado por nada mais do que o Espírito Santo. Não somos cheios do Espírito porque “sentimos” que somos, mas porque esse é um privilégio e garantia que temos em Cristo. Ser cheio ou controlado pelo Espírito é o resultado de andar em obediência ao SENHOR. Esse é um presente da graça de Deus e não um sentimento emocional. Emoções podem e vão nos enganar – ao ponto que podemos entrar em um estado emocional de muito furor e ser puramente uma obra da carne e não do Espírito Santo. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gálatas 5:16,25). 

Tendo dito isso, não podemos ignorar o fato de que em certos momentos podemos estar bem maravilhados pela presença e poder do Espírito, e isso é frequentemente uma experiência emocional. Quando isso acontece, é uma alegria incomum! O Rei Davi “dançava” de alegria (2 Samuel 6:14) quando trouxeram a Arca da Aliança para Jerusalém. Experimentar do gozo do Espírito é compreender que, como filhos de Deus, estamos sendo abençoados por Sua graça. Então, certamente, os ministérios do Espírito Santo podem envolver nossos sentimentos e emoções. Ao mesmo tempo, enquanto que o trabalho do Espírito Santo nas nossas vidas pode incluir um “sentimento”, não devemos basear nossa segurança de possessão do Espírito Santo em como nos sentimos.

 
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1-FORTALEZA

Com o dom da fortaleza, Deus nos dá a coragem necessária para enfrentarmos as circunstâncias desafiadoras da vida e a firmeza de caráter para suportarmos as perseguições e tribulações decorrentes do nosso testemunho cristão, rejeitado e combatido pelo mundo. Foi graças ao dom da fortaleza que os santos recusaram as falsas promessas e enfrentaram as ameaças da mundanidade, muitos com o sacrifício da própria vida.

 

2-SABEDORIA

O dom da sabedoria nos leva a distinguir entre o que é essencial e o que não é; entre o que realmente importa e o que é meramente secundário. Ser sábio é saber escolher e apreciar o bem em meio às muitas alternativas sedutoras que se colocam diante do nosso livre arbítrio, confundindo o nosso julgamento com aparências que precisam ser desmascaradas. A sabedoria não necessariamente envolve inteligência, cultura e entendimento: é outro tipo de conhecimento; é a capacidade singela de enxergar ou intuir o bom, o belo e o verdadeiro a partir da referência do Absoluto, não do relativo. É o dom de “saber viver” em Deus, na bondade, na verdade e na beleza, ainda que não se entendam muitas coisas no sentido intelectual do termo “entender” – aliás, o entendimento é outro dom divino, que veremos em seguida.

 

3-ENTENDIMENTO

Este dom torna a nossa inteligência capaz de compreender e assimilar os conteúdos das verdades reveladas, auxiliando-se também da ciência, que ilumina a razão a fim de conhecermos melhor a criação e chegarmos assim ao Criador. Pode parecer um tanto confuso, à primeira vista, distinguir entre a sabedoria, o entendimento e a ciência. De fato, são dons complementares entre si, mas há distinção entre eles. Expliquemos dando um exemplo: há pessoas simples que, mesmo sem entenderem o vasto significado da liturgia, dos dogmas e das orações, sabem apreciar o sabor das coisas de Deus e dão testemunho de intensa devoção e piedade, sendo capazes de inspirar e ajudar os outros a viverem uma vida espiritual mais profunda, ainda que esses outros tenham maiores talentos intelectuais. Essas pessoas simples possuem o dom da sabedoria, mas lhes falta o entendimento – que é o dom de compreender o sentido das coisas de Deus. Com o dom do entendimento, o cristão contempla com mais lucidez e consciência o mistério da Santíssima Trindade, o amor de Cristo pela humanidade, o significado da Sagrada Eucaristia, dos sacramentos, dos ritos litúrgicos, da moral católica etc. E onde é que entra o dom da ciência? A ciência nos ajuda nessa compreensão fornecendo-nos um tesouro crescente de informações sobre a criação como precisamente isso: criação, obra do Criador.

 

4-CIÊNCIA

É o dom divino que aperfeiçoa as nossas faculdades intelectivas e nos ajuda a compreender a realidade como obra do Criador, iluminados, simultânea e harmoniosamente, pela fé e pela razão – “as duas asas que elevam o espírito humano à contemplação da Verdade”, conforme a bela descrição apresentada pela encíclica “Fides et Ratio”, do Papa São João Paulo II. O dom da ciência, portanto, nos abre à contemplação do Criador mediante o conhecimento da criação. É importante observar que se trata do dom da ciência de Deus, não da ciência das coisas do mundo; ele envolve o reconhecimento da criação como meio para a contemplação de Deus. Graças ao dom da ciência, os santos, por exemplo, souberam ver Deus atrás das criaturas como que através de um espelho. São Francisco de Assis compôs o “cântico das criaturas” ao Senhor porque todos os seres criados, desde as flores até as aves, desde a água até o fogo e o sol, lhe eram ocasião para contemplar e amar a Deus, Criador de tudo o que há. O dom da verdadeira ciência nos leva, mediante o reto conhecimento e reconhecimento das criaturas como criaturas, a vislumbrar o Criador. Entre as criaturas não se incluem apenas os demais seres tangíveis, mas também as próprias ações e comportamentos humanos, que fazem parte do mundo criado: o dom da ciência, portanto, nos ajuda ainda a saber como agir – e, neste sentido, evoca o dom do conselho.

 

5-CONSELHO

É o dom que permite à alma o reto discernimento sobre como responder às circunstâncias da existência, tanto no tocante às próprias decisões quanto na hora de orientar os irmãos a trilharem o caminho do bem.

 

6-PIEDADE

É a graça de Deus na alma que proporciona o relacionamento filial e profundo com Deus, mediante a oração e as práticas piedosas ensinadas pela Igreja. É o dom da devoção, do fervor, da experiência de viver em comunhão permanente com Deus.

 

7-TEMOR DE DEUS

O nome deste dom pode causar estranheza e confusão, pois muitos o entendem em sentido negativo, como se devêssemos ter medo de Deus. Na verdade, trata-se do dom divino que nos leva a “temer” por Deus no sentido de não querer que Ele seja desprezado e deixado de lado, nem pelos outros, nem por nós mesmos. É o santo temor de que Deus seja ofendido; ao mesmo tempo, é o sadio temor das consequências do afastamento de Deus – consequências que não consistem num castigo imposto por Deus, mas sim na decorrência natural da nossa própria possibilidade de optar por viver longe d’Ele: Deus respeita a nossa liberdade a tal ponto que não nos impede de odiá-lo se assim escolhermos; por isso mesmo, Ele tampouco impede as consequências desse ódio voluntário, que se resumem no afastamento eterno de Deus decretado por nós próprios com a nossa liberdade e arbítrio. O dom do santo temor de Deus nos ajuda, assim, a evitar tudo o que nos afasta d’Ele – ou seja, o pecado; e não por medo de castigo, mas pela justa consciência de que, ao nos afastarmos d’Ele, nós próprios O perdemos voluntariamente.

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Imagens ilustrativas via blog Almas Castelos

 

Fonte: https://pt.aleteia.org/2017/01/27/os-7-dons-do-espirito-santo-numa-explicacao-facil-de-entender/

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Deixar Deus ser Deus

 

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Já parou pra pensar que a maioria dos teus problemas é porque não deixa Deus ser Deus em sua vida.

 

Talvez este seja um dos males pra não dizer o maior mal da humanidade, vem do distanciamento de Deus.

 

Porque vivemos num mundo onde nós nos bastamos. Nós somos capazes de tudo, podemos fazer tudo.

 

Que tudo que há de errado o dinheiro pode consertar, e se temos muitos problemas estes são na medida de nossa falta de dinheiro.

 

Como somos cegos e arrogantes, cheios de nós mesmos!

 

Compreenda Deus é tudo, é mais vital que o ar, e doí muito mais não senti-lo do que ter uma crise respiratória de falta de ar.

 

Eu sei, viver dá medo, ainda mais quando nos conscientizamos de quanto é breve, do quanto é frágil, do quanto podemos ficar a qualquer instante sem aqueles que amamos.

 

Mas esse medo não é também uma forma de tentar viver sem Deus, de não deixar Deus ser Deus em nós?

 

Deus tem um plano pra você, um plano maravilhoso, do outro lado daquela porta dentro do quarto escuro há algo indescritível e belo te aguardando…

 

Mas é preciso ter coragem e atravessar esse quarto escuro, confiando no guia que está ao nosso lado, quando temos fé sentimos sua mão na nossa nos guiando e dando confiança, mas quando nos enchemos de nós mesmos ou temos medo sentimos nossa mão vazia e não sabemos como chegar até a porta.

 

Quando Jesus te diz no evangelho: “quem quer me seguir, renuncie a si mesmo, pegue sua cruz e me siga…”

Ele quer ser radical, é pra saltar no escuro, ir com tudo… E isso dá medo.

 

Será que não é por isso que muitos preferem não crer que Deus existe, porque preferem se proteger naquilo que conseguem comprovar e nas suas próprias forças, poxa eles(as) devem estar exaustos não?

 

Cansa muito lutar contra o amor de Deus, porque só há sofrimento nesse caminho.

 

A dor é grande e o vazio não é nunca preenchido, no máximo analgesiamos com doses de alegrias passageiras.

 

Quando Deus-Jesus diz, vinde a mim todos vós que estais cansados sobre o peso de vossos fardos que vos darei descanso, porque meu fardo é suave e meu jugo é leve (desculpe se não estou sendo literal), creio que é referente tudo isso que estou dizendo neste post.

 

Muitos dizem você é louca(o), você é fanática (o), você é bitolado (a) etc, etc…

 

Vamos pensar um pouco é melhor ter esperança ou viver desesperançado; ter confiança ou viver sempre desconfiado; viver com paz ou inquieto(ressentido, dolorido, revoltado etc), o que é melhor de fato?

 

Não vi nada nesse mundo que me dê o mesmo nível de clareza que tenho com a fé em Deus, e diferente do que dizem não é uma fé bitolada, é uma fé que vive cada dor e delícia da minha humanidade, e se até hoje não caí, quando tudo parecia perdido e se já beijava a lona, se de fato me reergui com forças desconhecidas foram porque não vieram de mim, até porque não fornecia condições para isso, SE ESTOU HOJE DE PÉ DEVO A DEUS.

 

Se tiver dores piores me esperando nas esquinas da vida, se há uma certeza é que Deus estará lá comigo para me levantar e ir junto comigo.

 

Ele nunca disse não terá sofrimento, não terá problemas, Ele(Deus) nunca enganou porque Ele é a verdade e a vida, e se há alguém alegando que há algo/algém que te livrará de qualquer problema ou sofrimento esse não tem a verdade consigo.

 

Tomar o jugo de Jesus é tomar toda a dor dessa humanidade que possuo e seguir adiante porque Jesus passou por cada gota de dor, sofrimento, inquietação, dúvidas(talvez) e Ele venceu esse mundo, e me aguarda junto do Pai.

 

Deixe Deus tomar conta de você, deixe ele curar seus machucados que te doem todos os dias, não se acostume com eles…

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Deixe Deus beijar seu rosto afagar teus cabelos, levá-lo em seus braços nos momentos mais difíceis onde a caminhar já não te seja possível.

 

Crer é um ato de desapego, onde renunciamos nosso querer, renunciamos nossas vontades, renunciamos comprovações, renunciamos nossos apegos, deixamos ir nossos afetos quando os amamos mais que a nós mesmos, deixamos que nossa vida seja aquilo que Deus desejar e amamos isso porque vemos seu mistério de amor por trás de cada acontecimento doloroso ou não, naquela sabedoria que tudo é pro bem e sempre comprovamos isso na hora ou depois….

 

Deixamos como um naufrago a deriva, a ondas nos levarem, nos navegarem…

 

Deus está ao seu lado, ai agora…

 

Você parou de crer porque está cansado, o sofrimento foi muito a vida foi dura, mas Ele esta aí e você se se deixar navegar, se parar de fazer tanta força, terá o descanso e o afago que sempre quis e nunca encontrou e a verdade se aninhará em seu coração lhe dando todas as respostas.

 

Viviane Cristina Camillo

 

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Compreenderemos os mistérios de Deus?

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Oração para pedir alegria em meio ao sofrimento

Oração de São Tomás Moro para pedir alegria em meio ao sofrimento

Uma belíssima oração que o santo escreveu quando estava na prisão e sabia que ia ser morto

 

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Dai-me, Senhor, um pouco de sol,

algum trabalho e um pouco de alegria.

Dai-me o pão de cada dia, uma boa digestão e algo para digerir.

Dai-me uma maneira de ser, de forma que eu seja capaz de ignorar o aborrecimento, as lamentações e os suspiros.

Não permitais que eu me preocupe demasiadamente

com esta coisa embaraçosa que eu sou.

Dai-me, Senhor, a dose de humor suficiente para que eu encontre

a felicidade nesta vida

e para que eu seja útil aos outros.

Que sempre haja uma canção em meus lábios, uma poesia ou uma história para me distrair.

Ensinai-me a entender os sofrimentos

e a não vê-los como maldição.

Dai-me a graça de encontrar o bom sentido,

pois tenho muita necessidade dele.

Senhor, dai-me a graça,

neste momento de medo e angústia,

de lembrar-me do grande medo

e da assombrosa angústia que Vós experimentastes no Monte das Oliveiras.

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Fazei que, no esforço de meditar sobre vossa agonia,

eu receba o consolo espiritual necessário

para proveito de minha alma.

 

Concedei-me, Senhor, um espírito sossegado, gentil, caridoso, benévolo, doce e compassivo.

 

Que, em todas as minhas ações, palavras e pensamentos, eu experimente

o gosto de vosso Espírito santo e bendito.

Dai-me, Senhor, uma fé plena, uma esperança firme e uma caridade ardente.

Que eu não ame ninguém contra a vossa vontade,

mas sim todas as coisas, em função de vosso querer.

 

Cercai-me de vosso amor e de vossa graça.

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Carta escrita na prisão para sua filha Margarita.

 

“Tende, pois, bom ânimo, filha minha, e não vos preocupeis comigo,

seja o que quer que aconteça comigo neste mundo.

Nada pode acontecer-me sem que Deus queira.

E tudo o que ele quer, por pior que nos pareça,

é, na realidade, o melhor”.

*****

“Embora eu esteja convencido, minha querida Margarita,

de que a maldade que passei nessa vida é tão merecida a ponto de Deus me privar de tudo,

nem por um momento deixarei de confiar na sua imensa bondade.

Até agora, sua graça santíssima me deu forças para postergar tudo:

as riquezas, as ganâncias e a própria vida,

antes de prestar juramento contra minha consciência”.

 

São Tomás Moro.

Fonte: https://pt.aleteia.org/2017/08/11/oracao-de-sao-tomas-moro-para-pedir-alegria-em-meio-ao-sofrimento/

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Eu sou capaz de pedir inspiração antes de tomar uma decisão? Deixe o Espírito Santo FALAR em você.

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Nesta semana que antecede Pentecostes, afirmou  o Papa, a Igreja pede que rezemos para que o Espírito venha no coração, na paróquia, na comunidade. Francisco inspirou-se na Primeira Leitura, que poderíamos chamar de “Pentecostes de Éfeso”. De fato, a comunidade de Éfeso tinha recebido a fé, mas não sabia nem mesmo que existisse o Espírito  Santo. Eram “pessoas boas, de fé”, mas não conheciam este dom do Pai. Depois, Paulo impôs as mãos sobre eles, desceu o Espírito Santo e começaram a falar em línguas.

O Espírito Santo move o coração
O Espírito Santo, de fato, move o coração, como se lê nos Evangelhos, onde tantas pessoas – Nicodemos, a samaritana, a pecadora  – são impulsionados a se aproximar de Jesus justamente pelo Espírito Santo. O Pontífice então convidou a nos questionar qual o lugar que o Espírito Santo tem em nossa vida:

“Eu sou capaz de ouvi-lo? Eu sou capaz de pedir inspiração antes de tomar uma decisão ou dizer uma palavra ou fazer algo? Ou o meu coração está tranquilo, sem emoções, um coração fixo? Certos corações, se nós fizéssemos um eletrocardiograma espiritual, o resultado seria linear, sem emoções. Também nos Evangelhos há essas pessoas, pensemos nos doutores da lei: acreditavam em Deus, todos sabiam os mandamentos, mas o coração estava fechado, parado, não se deixavam inquietar”.

Não à fé ideológica
A exortação central do papa, portanto, é deixar-se inquietar, isto è, interpelar pelo Espírito Santo que faz discernir e não ter uma fé ideológica:

“Deixar-se inquietar pelo Espírito Santo: “Eh, ouvi isso… Mas, padre, isso é sentimentalismo?” – “Pode ser, mas não. Se você for pela estrada justa não é sentimentalismo”. “Senti a vontade de fazer isso, de visitar aquele doente ou mudar de vida ou abandonar isso …”. Sentir e discernir: discernir o que sente o meu coração, porque o Espírito Santo é o mestre do discernimento. Uma pessoa que não tem esses movimentos no coração, que não discerne o que acontece, é uma pessoa que tem uma fé fria, uma fé ideológica. A sua fé é uma ideologia, é isso”.

Interrogar-se sobre a relação com o Espírito Santo
Este era o “drama” daqueles doutores da lei que  eram contrários a Jesus. O Papa exortou a se interrogar sobre a própria relação com o Espírito Santo:

“Peço que me guie pelo caminho que devo escolher na minha vida e também todos os dias? Peço que me dê a graça de distinguir o bom do menos bom? Porque o bem do mal se distingue logo. Mas há aquele mal escondido, que é o menos bom, mas esconde o mal. Peço essa graça? Esta pergunta eu gostaria de semeá-la hoje no coração de vocês.”

Portanto, é preciso se interrogar se temos um coração irrequieto porque movido pelo Espírito Santo ou se fazemos somente “cálculos com a mente” . No Apocalipse, o apóstolo João inicia convidando as “sete Igrejas” – as sete dioceses daquele tempo, disse o Papa Francesco – a ouvir o que o Espírito Santo lhes diz. “Peçamos também nós esta graça de ouvir o que o Espírito diz à nossa Igreja, à nossa comunidade, à nossa paróquia, à nossa família e cada um de nós, a graça de aprender esta linguagem de ouvir o Espírito Santo”.

 

Data em que vi a matéria: (29/5/2017)

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/05/29/papa_aprender_a_ouvir_o_esp%C3%ADrito_antes_de_tomar_decis%C3%B5es/1315420

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Decisão de não se decidir, tem suas consequências

Assuma sua cruz e siga Jesus

Sua cruz será abençoada, Cristo vai carregá-la com você. Abrace-a, assuma-a e não fuja dela

“Jesus disse aos seus discípulos: ‘Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga’”(Mateus 16,24).

Primeiro, precisamos querer seguir Jesus, ter uma vontade decidida para segui-Lo, tomar uma decisão. Não basta termos uma simples vontade, precisamos ter uma vontade boa, forte, firme e decidida. “Eu quero ser discípulo de Jesus!”

Permita-me dizer uma coisa muito séria ao seu coração: calcule, veja e pense nas consequências da decisão que quer tomar, porque tudo na vida, toda e qualquer decisão, até a decisão de não se decidir, tem suas consequências. Não fique pensando que, decidindo isso ou aquilo, vamos ver somente o paraíso na nossa frente.

Para chegar até o paraíso é preciso passar pela Via Crucis, pela via dolorosa. Ninguém toma decisões na vida baseado em ilusões e fantasias, somente num caminho florido. É por isso que, no mundo, há pessoas iludidas, decepcionadas ou enganadas, não porque foram enganadas, mas porque se deixaram enganar. Muitas vezes, deixamo-nos enganar até na escola de Jesus.

Não é Jesus quem nos engana. Muito pelo contrário! Ele é aquele que nos liberta do engano, porque nos aponta a direção da vida e da verdade. O Senhor está dizendo a verdade nua e crua: “Se você quer mesmo me seguir, preste atenção: primeiro, renuncie a si mesmo”.

Quem quer renunciar a si mesmo? Queremos nos encher de nós mesmos, de vontades e gostos próprios, queremos fazer somente as nossas vontades.

Não conseguimos ser discípulos de Jesus. Podemos ter muita vontade, muito amor por Ele, mas para O seguir ficamos no meio do caminho, porque paramos nas nossas vontades. Não podemos ter muitas vontades quando queremos seguir Jesus, porque nós só seguiremos a vontade d’Ele.

Precisamos decidir: “Queremos fazer a vontade de Deus ou viver segundo nossas vontades?”.

Tomemos nossa cruz, e este é um outro ponto crucial, porque alguns acham que seguir Cristo é não ter mais cruzes. Não! Assumir a cruz que temos não é algo desastroso, pois a cruz é a via que nós carregamos na Terra. Carregar a cruz é assumir a vida como ela é, é assumir a família, os filhos, o trabalho e o que temos. Não é uma cruz qualquer, é a nossa cruz, e ela será abençoada. Abracemos nossa cruz e não fujamos dela.

Se calcularmos bem e tivermos disposição para abrir mão da nossa vontade, sermos contrariado e abraçarmos nossa cruz de cada dia, dá para sermos, de fato, discípulos de Jesus; senão, é preciso refazer as contas.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: mailto:padrerogercn@gmail.com

 

Fonte: https://homilia.cancaonova.com/

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